O filme “Sobrenatural: Agora Entre Nós” tem enfrentado críticas negativas, e um dos principais problemas apontados pela audiência é que o Além, que deveria ser um espaço misterioso e ominoso, acaba se tornando menos impactante com o passar do tempo. A personagem Gemma, que transita com frequência entre o Além e o mundo real, acaba desmistificando esse lugar, fazendo com que ele pareça apenas mais um cômodo da casa.
Apesar disso, o filme apresenta boas ideias, especialmente em relação ao conceito da Mensageira, além de contar com sequências memoráveis, como as que se passam em uma cabana de almofadas e um consultório odontológico. O diretor Jacob Chase demonstra habilidade em criar cenas isoladas que provocam terror, mas a dificuldade reside em fazer com que a narrativa como um todo mantenha essa mesma intensidade e coesão.
O longa também se depara com a necessidade de revistar diversas fórmulas recorrentes da franquia, como novas regras, retornos de personagens, o desenvolvimento de uma seita e traumas familiares. Isso, somado a uma explicação excessiva por parte de Elise sobre a trama, acaba por diluir a tensão que poderia caracterizar um bom filme de terror. O vilão, que deveria ser uma fonte constante de medo, se torna menos assustador à medida que aparece em mais cenas.
Por último, a crítica sugere que, embora “Sobrenatural” ainda tenha potencial para histórias futuras no Além, é fundamental que a narrativa não se dependa tanto de visitas frequentes a esse espaço etéreo. Reduzir essas idas e vindas poderia reestabelecer o impacto desejado da trama e revitalizar a experiência de quem assiste.
