No universo cinematográfico, a rejeição de um papel pode alterar o rumo da carreira de um ator. Contudo, essa não foi a realidade de Jack Nicholson, que, apesar de ter perdido uma grande oportunidade, continuou a construir uma trajetória brilhante. Nos anos 1970, o famoso ator de “O Iluminado” ficou de fora de um papel crucial devido ao seu alto cachê, que não se ajustava ao orçamento reduzido da produção.
Jack Nicholson quase estrelou Amargo Pesadelo
Em 1972, o filme “Amargo Pesadelo”, dirigido por John Boorman, foi apresentado ao público. A narrativa gira em torno de Ed, Lewis, Bobby e Drew, quatro amigos que se aventuram em uma perigosa viagem de canoa por um rio dos Apalaches. O que começa como uma diversão logo se transforma em um pesadelo quando eles são atacados por nativos hostis.
Na época, a Warner Bros. tinha Jack Nicholson em mente para interpretar o papel de Lewis. No entanto, o ator pediu um salário de 500 mil dólares, valor que ultrapassava o orçamento total do filme, fixado em 2 milhões. Como resultado, o estúdio decidiu escalar Burt Reynolds, já conhecido por seu trabalho na série “Gunsmoke”, para o papel.
Após a morte de Burt, em 2018, John Boorman, em uma homenagem publicada pelo The Hollywood Reporter, revelou que a Warner Bros. não estava totalmente satisfeita com a escolha de Reynolds, que na época não era muito conhecido. O estúdio chegou a oferecer o papel a Marlon Brando, mas como ele também pedia um salário alto similar ao de Nicholson, Boorman optou por Reynolds, que aceitou atuar por 50 mil dólares.
O cineasta recordou que no final das filmagens, Burt se aproximou dele e disse: “John, fui escalado sob falsos pretextos.” Quando Boorman perguntou o que ele queria dizer com isso, Burt respondeu: “Eu não sei atuar. Estava só fingindo.” Essa declaração revela muito sobre sua humildade e autodepreciação.
Amargo Pesadelo foi um grande sucesso de Burt Reynolds
Por fim, “Amargo Pesadelo” se tornou um grande sucesso, arrecadando 46 milhões de dólares mundialmente e recebendo três indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Montagem. Para Burt Reynolds, esse filme não foi apenas um sucesso, mas também um divisor de águas em sua carreira, transformando-o de um ator de televisão em uma estrela do cinema, levando-o a protagonizar outros grandes filmes como “Quem Não Corre, Voa”, “Encurralado em Las Vegas” e “Boogie Nights: Prazer sem Limites”.
