Em 1986, Stephen King lançou o livro “It – A Coisa”, que introduziu ao mundo o icônico personagem Pennywise, um palhaço aterrorizante. Reconhecido como um dos grandes mestres do terror, King criou muitos personagens e histórias macabras ao longo de sua carreira, mas há um específico que o afeta de maneira tão profunda que ele prefere não ouvir mais falar a respeito.
Pennywise é, na verdade, uma entidade interdimensional antiga que assume diversas formas para instigar o medo em suas vítimas, especialmente crianças. O personagem se alimenta do pavor que provoca e é conhecido por aparecer a cada 27 anos em Derry, uma cidade fictícia criada por King. Sua forma mais reconhecida é a de um palhaço, mas ele é muito mais do que isso, sendo uma manifestação do terror puro.
Durante uma sessão de perguntas e respostas no Reddit em 2013, um fã questionou King sobre a razão pela qual Pennywise não aparece com frequência em seus outros trabalhos. O autor respondeu de forma clara, afirmando que o personagem é “assustador demais” até mesmo para ele. King expressou que não suportaria ter que lidar novamente com a figura aterradora que criou.
Acho que eu não suportaria ter que lidar com o Pennywise de novo. Assustador demais, até para mim.
Pennywise foi inicialmente trazido à tela em 1990, na minissérie “It: Uma Obra-prima do Medo”. A história foi revitalizada em 2017 com o filme “It – A Coisa” e sua sequência, “It: Capítulo Dois”, lançada em 2019. Recentemente, em 2025, a franquia deu origem à série “It: Bem-Vindos a Derry”, que já está disponível para streaming na HBO Max.
Essa conexão intensa entre o autor e seu personagem demonstra como, às vezes, as criações podem ultrapassar as intenções de seus criadores, tornando-se tão impactantes que eles sentem necessidade de se distanciar delas. Pennywise continua sendo um símbolo do medo, tanto para seus leitores quanto para seu criador.
