A produção de uma sequência de “O Planeta do Tesouro” estava em avançado estágio antes de ser cancelada pela Disney. O filme original, lançado em 2002, é frequentemente lembrado por sua abordagem inovadora e pela nostalgia que gera entre aqueles que cresceram assistindo aos seus filmes. Embora tenha sido considerado um grande fracasso financeiro na época, o longa se transformou em um clássico cult, admirado por muitos fãs de ficção científica e animação.
Thomas Schumacher, presidente da Walt Disney Feature Animation à época, tinha convicção de que “O Planeta do Tesouro” se tornaria um sucesso e, por isso, aprovou a criação de uma sequência e até mesmo de uma série de televisão. Contudo, após o filme ter um prejuízo de US$ 85 milhões, os planos para expandir a franquia foram abruptamente cancelados, encerrando a história de Jim Hawkins.
Apesar do cancelamento, a sequência alcançou estágios avançados de produção. O roteiro foi completo e artes conceituais foram desenvolvidas, permitindo que os fãs vissem uma visão preliminar do que poderia ser a continuação da saga galáctica da Disney.
A sequência pretendia explorar novos arcos narrativos. Jim Hawkins, após os eventos do primeiro filme, teria ingressado na Academia Intergaláctica Real, onde conheceria Kate, uma jovem rival e possível interesse amoroso. No entanto, a história tomaria um rumo mais sombrio com a introdução de Barba de Ferro, um pirata que planejava roubar a nave Centurion para atacar uma prisão. Para enfrentar essa nova ameaça, John Silver retornaria para ajudar Jim, oferecendo uma nova dinâmica de parceria.
O retorno de John Silver também possibilitaria um aprofundamento na narrativa, revelando um passado trágico do personagem. A história revelaria como ele perdeu sua amada na juventude e, desde então, abandonou sua humanidade em troca de tecnologia, oferecendo uma perspectiva mais complexa e emocional para a continuação da saga.
