Aumento das buscas sem clique e queda nos cliques pagos marcam 2026

Recentemente, o relatório de estado de busca revela mudanças significativas nas dinâmicas do setor de busca online. Para empresas, marcas e profissionais de marketing, compreender essas transformações é essencial, uma vez que afetam diretamente a visibilidade nos mecanismos de busca e o comportamento do consumidor. O impacto da inteligência artificial e a evolução das buscas requerem uma adaptação estratégica para aproveitar as novas oportunidades no ambiente digital.

Em junho, a internet aberta, acessada através de pesquisas no Google, registrou seu pior desempenho histórico. Apenas 40% das buscas nos EUA e 40,7% na Europa levaram os usuários a cliques em sites fora do ecossistema do Google. Nos Estados Unidos, 17,1% de todas as buscas resultaram em cliques em propriedades da Alphabet, enquanto na Europa essa cifra subiu para 20,4%.

O uso do Modo AI parece ter alcançado um ponto de estagnação nos EUA, podendo até ter diminuído, ao contrário da Europa, onde o uso é mais que o dobro. Essa discrepância, com 0,29% de visitas na Europa em comparação a 0,13% nos EUA, levanta questionamentos sobre a aceitação e usabilidade da IA nas buscas.

Outro ponto relevante é que a participação do ChatGPT entre os usuários de desktop na Europa caiu mais de 4 pontos percentuais. Isso pode estar relacionado à crescente popularidade de sites focados em conhecimento e inteligência artificial, que inclusive fizeram com que o Google perdesse sua posição entre os 15 sites mais visitados nos EUA.

O relatório também destaca uma diminuição significativa nos cliques pagos entre março e junho de 2026. Nos EUA, eles caíram de 2,3% para 1,3%, e na Europa, de 2,4% para 1,4%. Essa queda é surpreendente, especialmente considerando o forte desempenho financeiro do Google. Isso pode indicar uma mudança estratégica, podendo o Google estar explorando novas abordagens, possivelmente centradas em IA, mesmo que essas novas funcionalidades não gerem receitas semelhantes às interfaces tradicionais.

Surpreendentemente, o Google não foi o único a encarar um desafio. A Wikipedia, que em 2025 era classificada como a sétima mais visitada a partir de buscas, saltou para a terceira posição em 2026. Isso sugere que os usuários podem estar buscando validação e informações de fontes mais confiáveis, possivelmente devido à saturação de dados gerados por fontes menos confiáveis.

Além disso, apesar da queda nas buscas de navegação, que afetou especialmente motores menores de busca, as buscas informativas tiveram um aumento significativo. Nos EUA, elas representavam 59,69% em 2025, subindo para 65,12% em 2026. Na Europa, esse aumento foi equivalente, saltando de 55,39% para 61,31%. Essa tendência sugere que, à medida que as buscas de navegação diminuem, as buscas que visam informações estão em ascensão, refletindo um comportamento de usuários que priorizam a pesquisa e a validação de dados.

Essas constatações indicam que o uso da IA pode estar contribuindo para um aumento nas buscas informativas no Google, mesmo que a visibilidade da busca tradicional esteja em um processo de transformação. A adaptabilidade às novas ferramentas e técnicas de SEO é crucial nesse cenário.

Para as empresas e profissionais de marketing, esse cenário demanda uma nova abordagem nas estratégias de conteúdo e publicidade digital, priorizando a geração de informações relevantes e confiáveis que se destaquem em um ambiente de busca constantemente em evolução.

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