A série animada “Primal” da HBO Max se destaca ao antecipar uma reviravolta poderosa que também é explorada no aguardado filme “A Odisseia”, dirigido por Christopher Nolan. Enquanto o longa-metragem, que estreou em 2026, traz os Povos do Mar como a ameaça que persegue Ulisses, “Primal” já havia colocado essas figuras em um contexto aterrorizante, transformando-os em um pesadelo no mar.
“A Odisseia” rapidamente se tornou um grande sucesso, arrecadando US$ 264 milhões em seu fim de semana de estreia, um número que superou as expectativas iniciais. O filme conta com Matt Damon no papel de Odisseu, Anne Hathaway como Penélope e Tom Holland interpretando Telêmaco. Nolan utiliza o poema de Homero para refletir sobre a destruição e os medos da Idade do Bronze, à medida que os Povos do Mar se tornam uma metáfora para os horrores da guerra.
No enredo, a presença dos Povos do Mar é uma ameaça constante, e a narrativa revela uma intricada relação entre a guerra de Tróia e o surgimento de um inimigo aterrorizante. A reviravolta mais impactante surge quando Penélope percebe que os invasores que aterrorizam seu lar são, na verdade, compostos pelos guerreiros que retornaram da guerra, revelando a conexão entre o passado e o presente.
Embora “Primal” e “A Odisseia” abordem a temática dos Povos do Mar de maneiras diferentes, elas convergem em sua essência: a verdadeira ameaça pode não vir de seres místicos ou territoriais, mas sim de humanos que, após experimentarem a guerra, se tornam predadores em busca de poder e dominação. Tanto Nolan quanto Genndy Tartakovsky, criador de “Primal”, oferecem uma reflexão profunda sobre a natureza bélica da civilização e os monstros que geramos.
